Posts com Tag ‘Jardim Guanabara’

Em algumas ocasiões, o Blog do Insulano menciona que a Ilha do Governador é a tal ilha atípica, já que em quase nada lembra o que foi em sua essência. Entretanto, alguns fatos, a cultura e os templos religiosos remanescentes ajudam a contar a história desse lugar. Nesse momento, o blog vai fazer uma viagem em 400 anos, quando a primeira igreja foi levantada em domínios insulanos! Inclusive, existem projetos que visam atuar com o turismo nessa região. Portanto, tais conhecimentos são imprescindíveis para quem deseja enaltecer as belezas de sua querida Ilha!

Igreja de Nossa Senhora da Conceição. A data de inauguração é aproximada, pois não existe um registro oficial que apresente a informação.

Atualmente existem mais de 20 igrejas católicas em toda Ilha do Governador (isso sem mencionar os templos protestantes e as casas espíritas), mas para iniciar o passeio, foca-se em três santuários específicos, aqueles que já presenciaram tantos e tantos acontecimentos.

Ainda que próxima aos lugares mais movimentados da Ilha, a Igreja transmite tranqulidade e paz ao local.

O primeiro pode ser estimado como o marco-zero e sua data de inauguração é algo próximo de 1662. A Igreja de Nossa Senhora da Conceição é considerada patrimônio histórico nacional e encontra-se na Praia da Bica, no Jardim Guanabara. Ainda que modesta em suas dimensões, acrescenta ao cenário uma aura de tranquilidade e paz! Passou por diversas reformas que culminaram em sua descaracterização. Todavia, no ano 2000 foi realizada uma última restauração, que devolveu suas feições originais. Um fato curioso é que a igreja enfrentou diversos saques, tendo suas imagens roubadas (informações davam conta que as mesmas foram trazidas da Alemanha). No altar atual há somente réplicas de gesso.

É no bairro da Freguesia que a primeira Igreja insulana foi construída. Monumento histórico, com quase 400 anos de existência.

A segunda paróquia visitada é a de Nossa Senhora da Ajuda, na Freguesia, foi construída em 1710 e abrigou o primeiro cemitério insulano, como visto em outro post. Foi totalmente devastada por um incêndio em 1871. Da construção original sobrou somente as paredes externas. Quase 30 anos depois, em 1900, uma nova estrutura foi apresentada. Em 1904 o cemitério foi transferido para o bairro do Cacuia, possibilitando uma obra de expansão. Hoje quase todas as celebrações são realizadas no anexo, porém a imponência do templo original permanece inalterada, às margens da Praia da Guanabara.

No alto do Morro D'Ouro, um oáses: a Igreja da Sagrada Família, imponente e soberana!

Para completar, a Igreja da Sagrada Família, na Ribeira, única e admirável no alto do Morro D’Ouro, é famosa por transportar seus visitantes a lugares impensáveis para uma metrópole. Sua inauguração data de 1913 e a mesma foi construída por iniciativas de moradores dos bairros adjacentes. Tal processo foi necessário por conta da afastada localização da igreja matriz (Nossa Senhora da Ajuda). Outra observação pertinente é que, diferentemente das outras construções edificadas de maneira de possibilitassem o fácil acesso, a Igreja da Sagrada Família é localizada no cume de um morro. Talvez seja justamente por esse motivo que a vibração do lugar seja genuína e exclusiva.

* Todas as fotografias presentes no post são de autoria de Rafael Vieira e foram modificadas através de programa de manipulação de imagens.

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Rapaziada do barulho!

Publicado: 15 de setembro de 2011 em Factual, Jardim Guanabara, Notícias
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Há duas semanas, moradores das ruas Gregório de Castro Moraes e Aureliano Pimentel – ambas do Jardim Guanabara – resolveram colocar a boca no trombone e manifestaram sua impaciência e intolerância contra os excessos cometidos pelos frequentadores de um bar localizado na bifurcação das duas ruas. Recentemente reformado e contando com amplo apoio da cervejaria Antártica, a presença de jovens no local, principalmente aos finais de semana, vem crescendo gradativamente. Até aí tudo bem, já que o movimento aquece o comércio e transforma as ruas adjuntas em lugares relativamente mais seguros.

O bar do barulho vem causando reclamações dos moradores da localidade.

O problema é que essas pessoas, lá pelas tantas da noite, permanecem com a mesma algazarra até altas horas da madrugada – quando não até a manhã seguinte – impossibilitando os moradores dos prédios e casas vizinhas de descansarem para mais uma semana de trabalho e estudo. Alguns mencionam, inclusive, que as pessoas urinam nas ruas, casas e carros presentes na localidade, transformando o problema por si só desgastante em um verdadeiro caos. O blog esteve no lugar no último domingo, dia 12/09, na parte da tarde/noite, e não observou frequência anormal ou nenhum distúrbio que desencadeassem grandes proporções. Espera-se que, após o contato, o estabelecimento tome providências necessárias e alinhe, junto aos moradores da região, a melhor maneira para a realização dos eventos.

Ao mesmo tempo que desenvolve o comércio da região, desencadeia grandes perturbações para os moradores.

* Todas as fotos presentes no post são de autoria de Rafael Vieira.

Em um primeiro momento, a intenção é relatar as belezas da Ilha do Governador, o histórico, o quanto faz bem. Mas um problema que não pode passar despercebido é a poluição – e resultante mau cheiro – das praias da Ilha. Lamentável observar um oásis se degradando, padecendo aos olhos de pessoas que pouco (ou nada) se importam com o problema. Há alguns meses, Wagner Victer, presidente da Cedae, mencionou que em dois anos as praias insulanas estariam aptas para banho. Só para contextualizar, tal declaração se deu após a verificação dos coliformes fecais presentes em amostras das águas, que foi o melhor resultado em 30 anos. Entretanto, é mais que notório conceber que essa realidade, apesar de plausível, está extremamente distante do fato a curto prazo. Então, é um problema exclusivo das autoridades e órgãos públicos o restabelecimento? Como já diz o velho jargão, antes de mudar o mundo, é imprescindível que mude a si mesmo. Portanto, é uma questão de conscientização, de mobilização geral, e não somente do instrumento idealizador do projeto.

Um dos menores índices de poluição foi registrado na Praia da Bica, no Jardim Guanabara.

 
Além da iniciativa da própria Cedae, outro projeto que está proporcionando a melhoria das águas das praias é a construção da “Nova Ponte Estaiada”, que tem como premissa ligar a Ilha do Fundão à Linha Vermelha, com o objetivo de amenizar o fluxo de conduções que aglomera-se na saída da Ilha. Drenagem das águas já está sendo feita e, até o momento, mais de 1,8 milhão de material poluente já foi retirado do fundo da Baía. Além disso, a Secretaria do Ambiente pretende transformar a ponte em mais um cartão postal da cidade. O prazo para o término da primeira parte do projeto (que é a conclusão da passagem), é para o final de outubro de 2011.
 

De um lado, os principais pontos turísticos da cidade. De outro, mal cheiro e abandono.

Victer menciona que, em alguns anos, irá voltar a banhar-se nas águas da Ilha do Governador, lembranças sublimes de sua infância. As crianças insulanas aguardam, ansiosas, a primeira oportunidade para tal.

* Todas as fotos presentes do post são de autoria de Rafael Vieira.

Considerado o bairro que possui uma das maiores rendas da Zona Norte do Rio (fica atrás somente da Gávea e do Leblon), o Jardim Guanabara é o mais valorizado dessa região. Os antigos mencionam que há alguns séculos funcionava uma antiga fábrica de cerâmica no que hoje é o confim. Após sua extinção, diversos prédios e condomínios de luxo transformaram o lugar numa das áreas mais badaladas da Ilha. 

Antigo chafariz era o local onde imperador banhava-se. Daí, Praia da Bica.

 A Praia da Bica, famoso point e a praia mais badalada de toda Ilha do Governador, possui em sua extensão diversos quiosques e restaurantes, além do Iate Clube Jardim Guanabara, que é o maior clube da região e que serve de palco para as principais atrações artísticas do local. Apesar de todo o movimento, é possível encontrar calma e silêncio por toda a beria-mar, principalmente no final da orla, onde se concentram bases militares.

Em toda beria-mar, quiosques e bares dão o tom da área mais celebrada.

 
 É lá que encontra-se a Capela Imperial Nossa Senhora da Conceição, datada de 1625, também conhecida como “igrejinha”, carinhoso apelido que recebeu dos nativos. Conta a lenda que as imagens originais foram saqueadas em assaltos diversos e, por conta disso, os santos atuais são réplicas de gesso.

Igreja de N. S. da Conceição, fundada em 1625 e reconstruída em 1786.

Da orla, é possível observar boa parte da cidade, como a Ponte Rio-Niterói, a Igreja da Penha, o Corcovado e o Pão de Açúcar, entre outros. E válido mencionar, entretanto, que para tal é necessário que esteja fazendo um bom tempo. Caso contrário, o nevoeiro encobre toda a vista! Apesar de tanta beleza e atrativos, a Praia da Bica raramente está própria pra banho, assim como ocorre com todas as outras praias.

A Praia da Bica, no Jardim, sofre com a poluição.

* Todas as fotografias presentes do post são de autoria de Rafael Vieira.