Posts com Tag ‘Cacuia’

Feriado de 02 de novembro, Dia dos Finados, e o Blog do Insulano convida para uma viagem, no mínimo, inusitada. Conforme já mencionado em outras oportunidades, é de conhecimento geral que a única necrópole da Ilha do Governador é localizada no bairro do Cacuia. Mas alguém já ouviu falar que esse não é o primeiro cemitério insulano? Sim, isso é fato, e o post procura esclarecer um pouco mais a respeito! O Cemitério do Cacuia data de Janeiro de 1904 e ocupa mais de um quarteirão de todo o bairro. Os muros são baixos e as sepulturas, por mais macabro que possa parecer, estão ao alcance de tudo e de todos. Como é concentrado numa espécie de planície, a superfície e o tradicional Cruzeiro das Almas do mesmo são facilmente observados desde o portão principal, impondo respeito e silêncio.

No alto da planície, a vista de boa parte da Ilha do Governador e uma comunidade que se desenvolve rapidamente.

Anteriormente, os insulanos mais ricos e provedores da Igreja Católica repousavam no bairro da Freguesia, mais especificamente na Igreja Nossa Senhora D’Ajuda. Conta a lenda que nos dias que antecediam o carnaval, uma lista com os nomes de pessoas marcadas para morrer era fixada nos muros do cemitério, nesse momento já estabelecido no local atual. Os mais antigos afirmam que esse fato foi o grande responsável por extinguir a folia do lugar por anos. O curioso dessa circunstância é que a quadra da escola de samba União da Ilha do Governador é localizada metros a frente! Ainda que o cenário propicie meditação e respeito aos mortos, a curiosidade por vezes assola os mais atentos visitantes: os detalhes são surpreendentes!

Antes da transferência a o local atual, os insulanos eram sepultados da Igreja de Nossa Senhora D'Ajuda, na Freguesia.

Somente para situar, os cemitérios que se conhece atualmente nada mais são que iniciativas impostas pela higiene pública das metrópoles brasileiras. Ainda durante o império (quase um século antes da inauguração do campo santo da Ilha), os corpos dos mais abastados eram sepultados em igrejas ou, quando muito, em áreas nas adjacências dos templos. Mas em tempos de surtos de doenças contagiosas (como a tuberculose e a Doença de Chagas), a permanência de corpos em locais públicos transformava-se em sérios problemas para a saúde dos cidadãos. Com a modernização das cidades e a crescente população, a solução foi estabelecer locais específicos para as cerimônias fúnebres e o repouso eterno. Assim, criou-se o que hoje se conhece como “cemitério”. O primeiro do Brasil, segundo alguns estudiosos, foi construído em províncias de Pernambuco.

O que se conhece como cemitério atualmente, nada mais é do que uma medida urgente para coibir a proliferação das doenças contagiosas, já que os sepultamentos ocorriam nas igrejas católicas.

Muito antes de conceber esses locais com uma aura funesta e mórbida, as grandes nações estimulam a visitação e chegam a incluir os cemitérios nos roteiros turísticos de suas cidades, como acontece em países como França (Père-Lechaise, Paris), Estados Unidos (Forest Lawn, Los Angeles) e Argentina (Recoleta, Buenos Aires). Na verdade, eximindo-se completamente de preconceitos ou crendices, os lugares são verdadeiros museus a céu aberto, com esculturas de renomados artistas e contos que atravessam séculos. A estrutura que certos jazigos demonstram, por exemplo, são referenciais do quanto a sociedade modernizou-se no decorrer de sua história, além de apresentar os costumes dos habitantes mais antigos. Para tanto, o desafio é simplesmente deixar-se envolver pela rica cultura que qualquer lugar do mundo é capaz de propiciar e manter o respeito pelos que já se foram. Como diz uma placa que recepciona os visitantes do São João Batista: “visite-os antes que você se torne a atração”.

Alguns países no mundo utilizam seus campos santos como mais uma atração turística, verdadeiros museus a céu aberto.

* Todas as fotografias presentes no post são de autoria de Rafael Vieira e foram modificadas através de programa de manipulação de imagens.

Há algumas semanas a suspeita de envenenamento de centenas de gatos abandonados no Campo de Sant’Ana, no Centro do Rio, trouxe a tona um problema que há anos os insulanos observam de maneira passiva e alheia: o abandono de animais no Cemitério do Cacuia. Tendo a pauta em mãos, o Blog do Insulano compareceu ao local para verificar se, após tantos anos e relatos, o problema permanece. Sem nenhuma surpresa e com extremo pesar, foi fácil identificar, ainda que com o sol a pino e com as cerimônias fúnebres, a presença de animais perambulando entre covas e despachos. Gatos e cachorros circulam democraticamente entre os mortos do Cacuia, transformando o local, desolador por sua própria natureza, em um cenário mórbido, com completo desamparo e descaso.

Os gatos ficam concentrados em um local apelidado de "Palmeirinha", uma árvore no meio dos túmulos.

Segundo relatos de funcionários do local, há alguns anos uma antiga funcionária da cantina do cemitério, Dona Lia, responsabilizava-se de maneira autônoma em cuidar dos animais, ainda que sem verbas ou apoio de terceiros. No início de 2010 Dona Lia falece por conta de complicações cardíacas e, em seu lugar, Dona Marlene, também funcionária da necrópole, assume o posto. “Olha, quem tiver um quilinho de ração pode ajudar a Dona Marlene, qualquer ajuda é muito bem vinda. Alimentar os gatinhos está muito difícil, pois são muitos e, sem castração, reproduzem-se com muita rapidez”, afirma a  dona de casa Laura Abreu, que cuida de 8 felinos oriundos do lugar e mantém um blog com a finalidade de divulgar o problema e encontrar novos donos para os bichos.

Ainda que Dona Marlene cuide muito bem, os bichos são arredios e extremamente desconfiados.

A prática é cultural e presenciada com naturalidade pelos moradores mais próximos. Na lembrança dos casos mais sádicos, afirmam que os despachos realizados no lugar por vezes adotam processos que utilizam requintes de crueldade: “Dona Lia falou, certa vez, que encontrou um galo com as patas, as asas e a cabeça presa com mais de 20 agulhas”, afirma Laura, complementando que, enquanto viva, Dona Lia cuidava dos bichos abandonados em sua própria residência, assumindo o custeio para o tratamento dos mais de 80, gastando uma média de 1.500 reais por mês para mantê-los. Dentre tantos, algumas ainda trazem em seus corpos as marcas da violência: gatos amputados e cachorros portadores de epilepsia completam o fatídico quadro.

* Todas as fotografias presentes no post são de autoria de Rafael Vieira.

A União da Ilha do Governador anunciou, no último domingo (16/10), a composição vencedora para o carnaval de 2012. A decisão foi divulgada no clube Portuguesa e contou com público entusiasmado, que transformou o início da semana em um prelúdio dos dias de folia. O enredo foi inspiração do Prefeito Eduardo Paes, que desfilou na bateria da escola, da Portela e da Grande Rio, as maiores prejudicadas no incêndio que atingiu a Cidade do Samba, na Gamboa, um mês antes do desfile de 2011.

Por conta das obras de expansão e revitalização da quadra, a escolha do samba foi transferida para o Clube Portuguesa.

O carnavalesco Alex de Souza segue a frente da agremiação e promete repetir o feito desse ano, quando a academia conquistou o prêmio de melhor escola na 40ª edição do Estandarte de Ouro em um desfile de garra e superação. O tema “De Londres ao Rio… Era uma vez uma Ilha” tem como premissa antecipar as Olimpíadas de 2012, que serão realizadas na capital da Inglaterra. Aproveitando o ensejo, procura trazer para os limites tupiniquins a grande competição. Como menciona o samba, “botar molho inglês na feijoada, misturar chá com cachaça e batucar o samba com Rock’n Roll” são ingredientes necessários para incendiar a Sapucaí.

O público entusiasmado transformou o início da semana em uma prévia dos dias de folia.

A letra é oriunda da junção de 2 arranjos dos 4 finalistas, e como menciona os frequentadores do local, mais uma vez a União da Ilha aposta em um “time de futebol” para a consagração na avenida. Ney Filardi, presidente da escola, aproveita a ocasião e completa: “Todas as composições finalistas eram de ótima qualidade, por isso optamos pela junção das 2 obras”. A Ilha será a segunda escola a desfilar na segunda-feira de carnaval, dia 20 de fevereiro, e conta com a participação da modelo Bruna Bruno a frente da bateria 40ºcomandada pelo Mestre Riquinho.

* A segunda fotografia do post foi cedida gentilmente por Adriano Caldas, amigo e entusiasta do Blog do Insulano.

“É hoje o dia da alegria, e a tristeza nem pode pensar em chegar!”… É com esses versos que o Blog do Insulano apresenta um dos grandes orgulhos dos moradores da Ilha do Governador: a pequena notável União da Ilha! Pequena em sua simplicidade, porém, grande em seu carisma, com a perene capacidade de fazer o máximo com o mínimo! É  foi da reunião de 3 boêmios insulanos no carnaval do Rio Antigo que surgiu a principal agremiação da Ilha do Governador. No início, sem pretensões, com o intuito puro e simples de divertir… Em alguns anos, com um ousado registro na Associação das Escolas de Samba do Estado da Guanabara, a União da Ilha parte rumo ao sucesso, com enredos inesquecíveis e com o carisma peculiar. Dentre os sucessos, “É hoje o dia”, “O amanhã” (O que será o amanhã? Responda quem puder…) e Festa Profana (Eu vou tomar um porre de felicidade, vou sacudir…).

O brasão da escola recepciona os insulanos na entrada da quadra, na Estrada do Galeão.

Mas nem só de flores vive a escola. No início dos anos 2000, passou por sua pior fase, amargando péssimos colocações nos desfiles do Grupo Especial, o que acabou culminando em seu rebaixamento para o Grupo de Acesso em 2001. Foi somente em 2008, quase uma década após seu rebaixamento, que a escola reeditou o enredo “É hoje o dia” e sagrou-se como a vencedora do Grupo A, tendo a possibilidade de retornar para a elite do samba carioca. De lá pra cá, a União da Ilha permanece no Grupo Especial. Em 2011, a escola enfrentou a pior tragédia de sua trajetória: um incêndio na Cidade do Samba, algumas semanas antes do desfile, destruiu seu barracão, os carros alegóricos concluídos e as fantasias de quase toda escola. Juntamente com a Portela e a Grande Rio, recebeu da LIESA a imunidade de não concorrer ao título. Portanto, sem a possibilidade de ser rebaixada.

A escola está sendo reformanda e terá sua capacidade aumentada de 6 mil para 9 mil frequentadores. Prazo da obra já expirou.

E foi da fonte de extrema tradição que a União da Ilha bebeu, tendo como “madrinha” a Portela, agremiação de Madureira, a qual possui como marca registrada a águia. Por isso, a União da Ilha carrega em seu brasão a lira (que representa a música, o carnaval), o cavalo marinho (em referência à ilha, ao mar) e, finalmente, a magnânima águia, símbolo-mor de sua precursora! Para 2012, a Ilha vem com muitas novidades e vontade de fazer história: sua quadra (na Estrada do Cacuia) terá sua capacidade acrescida em 3 mil pessoas e o enredo, em referência às Olimpíadas de 2012, trará o tema “Era uma vez… uma Ilha”, já polemizando com a iniciativa de trazer o santo católico Saint George (padroeiro da Inglaterra) lado a lado com São Sebastião, padroeiro do Rio e da escola! E foi dada a partida, a festa vai começar!

* Todas as fotografias presentes no post são de autoria de Rafael Vieira.

Lugares movimentados, coloridos, cheios de sons e de gente, geralmente iluminados pelo sol… Há de se conceber um dia na praia, ou uma caminhada à beira-mar, mas não, não nesse momento. Aqui se menciona as feiras livres da Ilha do Governador, locais que há anos movimentam a economia informal e que já faz parte da cultura insulana. E tem pra todos  os gostos e bolsos: do Jardim Guanabara até a Freguesia, da Colina até a Ribeira, passando pelo Garabu, o Cacuia e o Cocotá, elas estão em todos os lugares, em quase todos os dias da semana! E não há supermercados mais atraentes ou cômodos que façam seus habituais frequentadores abrirem mão! É simplesmente por conta desse argumento que o blog prepara um post exclusivo para esse fenômeno popular!

A Feira da Colina, na Portuguesa, tem seu ápice na sexta a noite, mas aos sábados dura o dia inteiro!

Em uma área totalmente inesperada, a Feira da Colina (próxima da Portuguesa) funciona em um estacionamento ás margens da Estrada do Galeão e agrada a todos: ao mesmo tempo que se é possível encontrar toda sorte de vestimenta, é lá que alguns moradores desfrutam da companhia de amigos, muito bem acompanhados de música ao vivo, da cervejinha gelada e petiscos, que vão do churrasco ao fondue. Ou seja, mais democrático é impossível! Dando prosseguimento ás visitas, a Feira da Praia da Bica é uma pedida para contemplar o mar e experimentar a famosa tapioca do local (além de muitas outras opções de comida nordestina). Mas nem tudo são flores: segundo frequentadores, o peixe servido nos quiosques não são os melhores da Ilha, mas vale pela distração.

Exatamente no meio do centro comercial, a Feira do Cacuia ocorre todos os domingos, bem cedo.

Das mais badaladas, a Feira da Ribeira é a mais celebrada de todos os sábados! Além da gastronomia típica do lugar (já mencionado anteriormente no blog), a variedade estimula e surpreende seus visitantes: é possível encontrar legumes e verduras bem frescos, com qualidade bem superior dos supermercados, por exemplo. E, claro, para completar, uns petiscos na orla são convidativos e garantia de ótimos momentos! Um pouco mais a frente, é possível encontrar algumas barracas do que, há alguns anos, chamava-se de Feira da Freguesia. Hoje, meia dúzia de camelôs compõe o que antes era um dos principais atrativos de toda Ilha do Governador. E nos áureos tempos, tudo era possível, desde que coubesse nas saudosas bolsas de lona!

E, ao final da tarde, a Feira do Cocotá, com opções para todos os gostos! Ótima pedida para o final de semana.

Para completar o passeio, uma breve olhada na Feira do Guarabu e mais uma parada na Feira do Cacuia – exatamente no centro do forte comércio popular! Ás 7hs de todos os domingos já é possível observar intenso movimento, e a orientação dos mais antigos é mesmo chegar cedo, já que ás 14hs quase não há mais feirantes no local, somente a xepa. Para completar, o final da tarde na Feira do Cocotá é uma excelente opção para recuperar as energias e iniciar mais uma semana de intenso movimento. Ás margens da Praia da Bandeira, o pôr do sol é mágico e revitalizante!

* Todas as fotos presentes no post são de autoria de Rafael Vieira, e foram modificadas através de programas de edição de imagem.

Mais um dia de sol para os insulanos, mais uma oportunidade para a Ilha do Governador demonstrar sua áspera beleza para quem quiser, e puder. Continuando as andanças por terras atípicas, o blog teve a possibilidade de desbravar duas das áreas mais povoadas do local: o Cacuia, com seu comércio celebrado e em constante progresso, e o Cocotá, que promove a junção do belo com o decadente, da finesse com o ríspido… Não acredita? Basta caminhar por poucos minutos na selva de pedras a beira-mar!

A selva de pedras a beira-mar. Cacuia e Cocotá, os bairros mais populares da Ilha.

O Cacuia, localizado na parte central da Ilha, é única e necessária em seus pormenores: a feira livre, o comércio popular, os supermercados e as lojas de departamento são opções mais em conta para as compras. E lá que encontra-se o berço do samba insulano, com a quadra da União da Ilha fervilhando desde já com os preparativos para o carnaval do próximo ano.

A curiosa geometria do cemitério: alguns túmulos parecem estar dispostos na diagonal.

Um dos locais mais democráticos de toda região, é onde todos os moradores recolhem-se para o descanso eterno: e lá que observa-se o único cemitério da Ilha do Governador, adentrando por quarteirões incansáveis e surpreendendo com sua geografia, no mínimo, curiosa – os túmulos são dispostos, por vezes, na diagonal. Para completar, o Hospital Paulino Werneck, tímido, solitário e quase abandonado. Espera-se, por sinal, que novos ventos possam dar fôlego à instituição.

O antigo Paulino Werneck, tímido, abandonado e no aguardo de novos ares.

Em alguns minutos, chega-se ao aterro do Cocotá, não menos importante economicamente. A força do comércio é tamanha que até aos domingos a feira livre encontra espaço e público para alcançar o seu ápice. É em uma praça adaptada, com possibilidades para todas as tribos, que o Cocotá agrada à Gregos e Troianos. Do skatista à criança, do jovem ao idoso, das mães aos capoeiristas, todos possuem espaço no lugar, verdadeira Torre de Babel tupiniquim!

Na orla do Cocotá, a Praia da Bandeira... Um dos mais belos quadros da Ilha.

A atual – mas nem por isso superior – estação das barcas é localizada na Praia da Bandeira. Difícil é conceber que um lugar tão bonito possa padecer em frente à um povo tão animado e descontraído. Uma unidade da UPA foi construída recentemente no lugar, com a intenção de amenizar o fluxo intenso do Paulino Werneck. Aparentemente, a empreitada vem obtendo relativo sucesso.

Inaugurada em 2009, uma nova unidade da UPA procura amenizar o fluxo intenso do Paulino Werneck.

Para completar, a Lona Cultural Renato Russo dá mais graça e promove a cultura ao lugar. Vale lembrar, também, que o cantor foi morador da Ilha durante alguns anos de sua vida. Justa homenagem para figura tão importante para todos Brasil, eternamente venerado pelos saudosos contemporâneos.

Em memória a um dos mais ilustres insulanos, a Lona Cultural Renato Russo.

* Todas as fotos presentes no post são de autoria de Rafael Vieira e foram alteradas através de programa de edição de fotografias.

Através de iniciativa de comerciantes da região, em 1975 foi instalado, no início da Estrada do Cacuia, um relógio de 4 faces, que acabou se transformando numa das principais referências do bairro. Em 2008, o monumento foi restaurado pela Prefeitura da cidade, e nada mais foi feito a partir de então. Em outubro de 2010, vândalos destruíram o obelisco, danificando todas as suas 4 faces. Atualmente, um ano após o incidente, o que se observa são somente carcaças, que nem de longe lembram a imponência da escultura.

Mais de 40 anos de história despercebidos. Relógio encontra-se mais de 1 ano sem manutenção.

A Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos foi notificada, mas até o presente memento nada foi feito em prol da situação. Nem mesmo os transeuntes mais atentos conseguem observar que a estrutura foi, em alguma época, algo notório e zelado. O que se pode ver é uma espécie de poste mal localizado e supérfluo, o que só faz depreciar o cuidado e o capricho que os antigos moradores depositavam.

Na bifurcação da Estrada do Galeão com a Estrada do Cacuia, um "poste" desnecessário e abandonado.

* Todas as fotografias presentes no post são de autoria de Rafael Vieira.