Há algumas semanas a suspeita de envenenamento de centenas de gatos abandonados no Campo de Sant’Ana, no Centro do Rio, trouxe a tona um problema que há anos os insulanos observam de maneira passiva e alheia: o abandono de animais no Cemitério do Cacuia. Tendo a pauta em mãos, o Blog do Insulano compareceu ao local para verificar se, após tantos anos e relatos, o problema permanece. Sem nenhuma surpresa e com extremo pesar, foi fácil identificar, ainda que com o sol a pino e com as cerimônias fúnebres, a presença de animais perambulando entre covas e despachos. Gatos e cachorros circulam democraticamente entre os mortos do Cacuia, transformando o local, desolador por sua própria natureza, em um cenário mórbido, com completo desamparo e descaso.

Os gatos ficam concentrados em um local apelidado de "Palmeirinha", uma árvore no meio dos túmulos.

Segundo relatos de funcionários do local, há alguns anos uma antiga funcionária da cantina do cemitério, Dona Lia, responsabilizava-se de maneira autônoma em cuidar dos animais, ainda que sem verbas ou apoio de terceiros. No início de 2010 Dona Lia falece por conta de complicações cardíacas e, em seu lugar, Dona Marlene, também funcionária da necrópole, assume o posto. “Olha, quem tiver um quilinho de ração pode ajudar a Dona Marlene, qualquer ajuda é muito bem vinda. Alimentar os gatinhos está muito difícil, pois são muitos e, sem castração, reproduzem-se com muita rapidez”, afirma a  dona de casa Laura Abreu, que cuida de 8 felinos oriundos do lugar e mantém um blog com a finalidade de divulgar o problema e encontrar novos donos para os bichos.

Ainda que Dona Marlene cuide muito bem, os bichos são arredios e extremamente desconfiados.

A prática é cultural e presenciada com naturalidade pelos moradores mais próximos. Na lembrança dos casos mais sádicos, afirmam que os despachos realizados no lugar por vezes adotam processos que utilizam requintes de crueldade: “Dona Lia falou, certa vez, que encontrou um galo com as patas, as asas e a cabeça presa com mais de 20 agulhas”, afirma Laura, complementando que, enquanto viva, Dona Lia cuidava dos bichos abandonados em sua própria residência, assumindo o custeio para o tratamento dos mais de 80, gastando uma média de 1.500 reais por mês para mantê-los. Dentre tantos, algumas ainda trazem em seus corpos as marcas da violência: gatos amputados e cachorros portadores de epilepsia completam o fatídico quadro.

* Todas as fotografias presentes no post são de autoria de Rafael Vieira.

A União da Ilha do Governador anunciou, no último domingo (16/10), a composição vencedora para o carnaval de 2012. A decisão foi divulgada no clube Portuguesa e contou com público entusiasmado, que transformou o início da semana em um prelúdio dos dias de folia. O enredo foi inspiração do Prefeito Eduardo Paes, que desfilou na bateria da escola, da Portela e da Grande Rio, as maiores prejudicadas no incêndio que atingiu a Cidade do Samba, na Gamboa, um mês antes do desfile de 2011.

Por conta das obras de expansão e revitalização da quadra, a escolha do samba foi transferida para o Clube Portuguesa.

O carnavalesco Alex de Souza segue a frente da agremiação e promete repetir o feito desse ano, quando a academia conquistou o prêmio de melhor escola na 40ª edição do Estandarte de Ouro em um desfile de garra e superação. O tema “De Londres ao Rio… Era uma vez uma Ilha” tem como premissa antecipar as Olimpíadas de 2012, que serão realizadas na capital da Inglaterra. Aproveitando o ensejo, procura trazer para os limites tupiniquins a grande competição. Como menciona o samba, “botar molho inglês na feijoada, misturar chá com cachaça e batucar o samba com Rock’n Roll” são ingredientes necessários para incendiar a Sapucaí.

O público entusiasmado transformou o início da semana em uma prévia dos dias de folia.

A letra é oriunda da junção de 2 arranjos dos 4 finalistas, e como menciona os frequentadores do local, mais uma vez a União da Ilha aposta em um “time de futebol” para a consagração na avenida. Ney Filardi, presidente da escola, aproveita a ocasião e completa: “Todas as composições finalistas eram de ótima qualidade, por isso optamos pela junção das 2 obras”. A Ilha será a segunda escola a desfilar na segunda-feira de carnaval, dia 20 de fevereiro, e conta com a participação da modelo Bruna Bruno a frente da bateria 40ºcomandada pelo Mestre Riquinho.

* A segunda fotografia do post foi cedida gentilmente por Adriano Caldas, amigo e entusiasta do Blog do Insulano.

Em um domingo de chuvas e ventos, o Blog do Insulano conheceu um pouco mais de história, e aqui apresenta o espólio da atípica ilha… E dessa vez mostra uma outra ilha, mais afastada, mas nem por isso menos importante. A Ilha do Fundão, nas imediações do acesso à Ilha do Governador, concentra 15 campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro e, junto com os estudantes, acalenta promessas de progresso e superação para todo o país!

O CCS (Centro de Ciências da Saúde) está localizado em frente ao Hospital do Fundão. O quadro de funcionários é composto por alunos na UFRJ.

E do aterro de 8 ilhotas, a Cidade Universitária começou a tomar forma e a se transformar na imensidão atual! De todas, eram 3 ilhas que davam forma ao local: a própria Ilha do Fundão (onde hoje encontra-se o Hospital do Fundão), a Ilha de Bom Jesus da Coluna (atualmente abriga a Faculdade de Letras) e a Ilha da Sapucaia (hoje acolhe o Parque Tecnológico). Nas adjacências, os “Manguinhos” (local de despejo de excrementos) são extirpados, e o Canal do Fundão é canalizado e passa a receber esses dejetos. Aliás, e daí que surge o nome de uma das maiores comunidades do Rio.

O nome não poderia ser mais apropriado: as margens do Canal do Fundão, um dos points dos estudantes: o Bar do Mangue.

Na década de 50 a Cidade Universitária começa a ser desenvolvida e os prédios construídos. Além dos campus já mencionados, é lá que se encontra o Parque Tecnológico, responsável por desenvolver alta tecnologia, com referência e importância a nível global. Por conta de suas dimensões, o deslocamento a pé é inconcebível! E é por isso que a Cidade conta com uma rede de transportes integrada e gratuita, com linhas de ônibus internas, exclusivas para o transporte de alunos e funcionários da UFRJ e com funcionamento 24 horas.

O Parque Tecnológico da UFRJ, referência nacional e mundial em pesquisas.

A estima ao lugar é tão grande que, atualmente, a Ilha do Fundão é tema de debates que procuram desenvolver projetos ecológicos para a recuperação da Baía de Guanabara. Alguns, inclusive, já estão em andamento. Entre eles, um programa é responsável por realizar a dragagem de todo material contaminado e pesado, sendo considerado o maior do mundo. Possui financiamento da Petrobrás e teve o prazo para conclusão estipulado em 2 anos. Promessas para tornar o lugar tão bonito quanto importante.

Completando a arquitetura do local, o Hospital Universitário - ou Hospital do Fundão - recebe pacientes de todo país.

* Todas as fotografias presentes no post são de autoria de Rafael Vieira e foram modificadas através de programa de manipulação de imagens.

Há algumas semanas, tornou-se pública a insatisfação de um grupo de moradores do Moneró, no que diz respeito ao barulho oriundo do colégio Paranapuã, localizado na Rua Jaime Perdigão. O grupo relata que a instituição, instalada na localidade em 2008, não possui alvará do Corpo de Bombeiros para atuar, além de estar com sua alçada comprometida. No total, são 653 estudantes, quando a capacidade é para 444. O problema torna-se maior quando, em dias de Educação Física, a quadra da instituição entra em funcionamento. Por tratar-se de uma importante via do bairro, onde a concentração de idosos é um fato, os moradores mencionam que o barulho é intolerável e providências devem ser tomadas imediatamente.

Processos no Ministério Público e do Meio Ambiente já foram abertos, mas segundo a autora dos mesmos, Paloma Gonzales, desapareceram dos respectivos órgãos sem nenhuma explicação ou rastro. A moradora complementa: “Um relatório da perícia técnica do Meio Ambiente constatou que o barulho está incomodando os vizinhos, mas o colégio não quer nem saber e continua fazendo sua baderna, principalmente nos dias de Educação Física”, afirma Paloma em cartas enviadas aos principais veículos de divulgação da Ilha.

Em resposta, o Colégio Paranapuã afirma que todos os documentos confirmando a autorização encontram-se disponíveis nas dependências da unidade, assim como no site www.colegioparanapua.com.br. Para todos os interessados, a escola se propõe a esclarecer possíveis dúvidas, aproveitando para participar que são 35 anos de atuação na região, prestando seus serviços da melhor maneira possível. Adelson Madarino, assessor de direção do colégio, declara que “o barulho que o Paranapuã faz vem de todas as famílias que comemoram a aprovação de seus filhos nos vestibulares, escolas militares e técnicas”. Logo que novas informações estejam disponíveis, o blog voltará a comentar sobre o assunto.

Moradores mencionam que o barulho oriundo da escola está atrapalhando os vizinhos do bairro.

“É hoje o dia da alegria, e a tristeza nem pode pensar em chegar!”… É com esses versos que o Blog do Insulano apresenta um dos grandes orgulhos dos moradores da Ilha do Governador: a pequena notável União da Ilha! Pequena em sua simplicidade, porém, grande em seu carisma, com a perene capacidade de fazer o máximo com o mínimo! É  foi da reunião de 3 boêmios insulanos no carnaval do Rio Antigo que surgiu a principal agremiação da Ilha do Governador. No início, sem pretensões, com o intuito puro e simples de divertir… Em alguns anos, com um ousado registro na Associação das Escolas de Samba do Estado da Guanabara, a União da Ilha parte rumo ao sucesso, com enredos inesquecíveis e com o carisma peculiar. Dentre os sucessos, “É hoje o dia”, “O amanhã” (O que será o amanhã? Responda quem puder…) e Festa Profana (Eu vou tomar um porre de felicidade, vou sacudir…).

O brasão da escola recepciona os insulanos na entrada da quadra, na Estrada do Galeão.

Mas nem só de flores vive a escola. No início dos anos 2000, passou por sua pior fase, amargando péssimos colocações nos desfiles do Grupo Especial, o que acabou culminando em seu rebaixamento para o Grupo de Acesso em 2001. Foi somente em 2008, quase uma década após seu rebaixamento, que a escola reeditou o enredo “É hoje o dia” e sagrou-se como a vencedora do Grupo A, tendo a possibilidade de retornar para a elite do samba carioca. De lá pra cá, a União da Ilha permanece no Grupo Especial. Em 2011, a escola enfrentou a pior tragédia de sua trajetória: um incêndio na Cidade do Samba, algumas semanas antes do desfile, destruiu seu barracão, os carros alegóricos concluídos e as fantasias de quase toda escola. Juntamente com a Portela e a Grande Rio, recebeu da LIESA a imunidade de não concorrer ao título. Portanto, sem a possibilidade de ser rebaixada.

A escola está sendo reformanda e terá sua capacidade aumentada de 6 mil para 9 mil frequentadores. Prazo da obra já expirou.

E foi da fonte de extrema tradição que a União da Ilha bebeu, tendo como “madrinha” a Portela, agremiação de Madureira, a qual possui como marca registrada a águia. Por isso, a União da Ilha carrega em seu brasão a lira (que representa a música, o carnaval), o cavalo marinho (em referência à ilha, ao mar) e, finalmente, a magnânima águia, símbolo-mor de sua precursora! Para 2012, a Ilha vem com muitas novidades e vontade de fazer história: sua quadra (na Estrada do Cacuia) terá sua capacidade acrescida em 3 mil pessoas e o enredo, em referência às Olimpíadas de 2012, trará o tema “Era uma vez… uma Ilha”, já polemizando com a iniciativa de trazer o santo católico Saint George (padroeiro da Inglaterra) lado a lado com São Sebastião, padroeiro do Rio e da escola! E foi dada a partida, a festa vai começar!

* Todas as fotografias presentes no post são de autoria de Rafael Vieira.

Atualmente, três empresas rodoviárias operam na Ilha do Governador e essa baixa oferta desencadeia graves e constantes problemas para o insulano. A Ideal e a Paranapuan são as concessionárias que atuam na região (esporadicamente inclui-se a Reginas, escassa opção para a baixada), dividindo suas frotas entre veículos tradicionais e microônibus. Há alguns anos, os ônibus convencionais encontravam-se em lamentável estado de degradação: cadeiras sem estofado, corrosão e buracos no assoalho, portas soltas e até baratas circulando democraticamente junto aos usuários. Hoje em dia a realidade é outra, bem mais amena, mas a ausência de licitações para a melhoria do transporte ainda remete a tempos conturbados.

Basicamente, existem 3 empresas responsáveis pelo transporte urbano em toda Ilha.

Há muito, a Linha Vermelha deixou de ser uma “via expressa”, competindo a frequência de igual para igual com a Avenida Brasil. Como já foi visto em outro post, os acessos à Ilha, por si só, já são motivos suficientes para tirar a paciência do insulano. Aditado aos percalços oriundos da falta de condução, o problema se transforma em um verdadeiro caos. Somente para ilustrar tais transtornos, há dois anos foi divulgado um grave incidente participando um motorista da linha 326 (Bancários – Castelo), que envolveu-se em um “raxa” juntamente com um caminhão da Comlurb. Os dois automóveis chegaram a emparelhar-se, colocando em risco a vida  dos passageiros. O problema só foi solucionado com a intervenção da policia.

Com a carência do transporte oficial, o alternativo transforma-se no mais utilizado da região.

Com todos os problemas citados, o transporte alternativo transforma-se na válvula de escape para a locomoção dos moradores da localidade. São centenas de Vans e Kombis que circulam intensamente em todos os horários do dia. Por vezes, provocam sérios problemas no fluxo da região, muito por parte de motoristas mal preparados e baderneiros que aproveitam a oportunidade para a “divulgação” do trajeto. Portanto, o que deve ser feito? Quais são as sugestões para amenizar tais problemas? Novos percursos? Intervalos menores? Veículos em melhores condições? O problema é cultural, crônico. No entanto, sem organização ou gritos de socorro, a tendência é a degradação e o abandono perene.

* Todas as fotos presentes no post são de autoria de Rafael Vieira.

O Galeão, além do avião.

Publicado: 5 de outubro de 2011 em Galeão, Histórico, Notícias
Tags:,
Mais um bairro desvendado, mais histórias pra contar. Dessa vez, o contemplado é o Galeão, a porta de entrada da Ilha do Governador. Muitas vezes confundido com o aeroporto, a área que abriga a Estrada do Galeão corresponde, no total, a 51% de toda ilha! A área abrange, ainda, as principais instalações militares como, por exemplo, a Base Aérea do Galeão, Hospital da Aeronáutica, Hospital de Medicina Aeroespacial, além das Vilas Oficiais dos Militares, três imensas reservas ecológicas – que contam, também, com proteção militar e acesso restrito – e algumas comunidades, como a Vila Joaniza, mais conhecida como “Barbante”.

A Praça do Avião, no bairro do Galeão. Em toda Estrada do Galeão, são diversos modelos de aviões em exposição.

Conta a lenda que o nome “Galeão” é oriundo do navio “Galeão do Padre Eterno”, projetado e construído em um estaleiro montado na região. Essa embarcação seria, naquela época, a maior do mundo e fez sua viagem inaugural rumo à capital Lisboa. Menciona-se que o então Imperador do Brasil, Dom João VI, escolhera a área como campo para a caça e cria, instituindo a “Coutada Real”.

Toda extensão do bairro é, principalmente, ocupada por militares, com casas padronizadas.

Foi no ano de 1948, muito tempo após as primeiras instalações navais da região, que a ponte que liga a Ilha do Governador à Avenida Brasil foi construída, e em 1952 o Aeroporto do Galeão (conhecido como Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, posteriormente identificado como Galeão ou Antônio Carlos Jobim) foi desenvolvido de forma mais moderna, com capacidade para atender ao intenso turismo na capital. Vale mencionar que o cantor, compositor e poeta Tom Jobim foi homenageado após seu falecimento, em 1994. Justo tributo para um dos maiores nomes do Brasil e, ainda hoje, divulgador da cultura nacional mundialmente.

O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, também conhecido como Galeão ou Tom Jobim.

Pra completar, mesmo que a parte e bastante afastado (a presença de transeuntes é quase imperceptível), o bairro do Galeão pertence a mesma região administrativa da Ilha do Governador. Entretanto, o fluxo de automóveis é intenso, uma vez que a Estrada do Galeão, mesmo após a implantação da Ponte Nova, continua sendo o único percurso de entrada e saída da Ilha.

Diversas unidades militares estão em toda a extensão da Estrada do Galeão, que é presente em 51% de toda Ilha.

* Todas as fotos presentes no post são de autoria de Rafael Vieira e foram trabalhadas através de programa de edição de imagens.

Lugares movimentados, coloridos, cheios de sons e de gente, geralmente iluminados pelo sol… Há de se conceber um dia na praia, ou uma caminhada à beira-mar, mas não, não nesse momento. Aqui se menciona as feiras livres da Ilha do Governador, locais que há anos movimentam a economia informal e que já faz parte da cultura insulana. E tem pra todos  os gostos e bolsos: do Jardim Guanabara até a Freguesia, da Colina até a Ribeira, passando pelo Garabu, o Cacuia e o Cocotá, elas estão em todos os lugares, em quase todos os dias da semana! E não há supermercados mais atraentes ou cômodos que façam seus habituais frequentadores abrirem mão! É simplesmente por conta desse argumento que o blog prepara um post exclusivo para esse fenômeno popular!

A Feira da Colina, na Portuguesa, tem seu ápice na sexta a noite, mas aos sábados dura o dia inteiro!

Em uma área totalmente inesperada, a Feira da Colina (próxima da Portuguesa) funciona em um estacionamento ás margens da Estrada do Galeão e agrada a todos: ao mesmo tempo que se é possível encontrar toda sorte de vestimenta, é lá que alguns moradores desfrutam da companhia de amigos, muito bem acompanhados de música ao vivo, da cervejinha gelada e petiscos, que vão do churrasco ao fondue. Ou seja, mais democrático é impossível! Dando prosseguimento ás visitas, a Feira da Praia da Bica é uma pedida para contemplar o mar e experimentar a famosa tapioca do local (além de muitas outras opções de comida nordestina). Mas nem tudo são flores: segundo frequentadores, o peixe servido nos quiosques não são os melhores da Ilha, mas vale pela distração.

Exatamente no meio do centro comercial, a Feira do Cacuia ocorre todos os domingos, bem cedo.

Das mais badaladas, a Feira da Ribeira é a mais celebrada de todos os sábados! Além da gastronomia típica do lugar (já mencionado anteriormente no blog), a variedade estimula e surpreende seus visitantes: é possível encontrar legumes e verduras bem frescos, com qualidade bem superior dos supermercados, por exemplo. E, claro, para completar, uns petiscos na orla são convidativos e garantia de ótimos momentos! Um pouco mais a frente, é possível encontrar algumas barracas do que, há alguns anos, chamava-se de Feira da Freguesia. Hoje, meia dúzia de camelôs compõe o que antes era um dos principais atrativos de toda Ilha do Governador. E nos áureos tempos, tudo era possível, desde que coubesse nas saudosas bolsas de lona!

E, ao final da tarde, a Feira do Cocotá, com opções para todos os gostos! Ótima pedida para o final de semana.

Para completar o passeio, uma breve olhada na Feira do Guarabu e mais uma parada na Feira do Cacuia – exatamente no centro do forte comércio popular! Ás 7hs de todos os domingos já é possível observar intenso movimento, e a orientação dos mais antigos é mesmo chegar cedo, já que ás 14hs quase não há mais feirantes no local, somente a xepa. Para completar, o final da tarde na Feira do Cocotá é uma excelente opção para recuperar as energias e iniciar mais uma semana de intenso movimento. Ás margens da Praia da Bandeira, o pôr do sol é mágico e revitalizante!

* Todas as fotos presentes no post são de autoria de Rafael Vieira, e foram modificadas através de programas de edição de imagem.

A Portuguesa da Ilha…

Publicado: 27 de setembro de 2011 em Histórico, Notícias, Portuguesa
Tags:,
Em mais uma tarde de domingo nublado, o blog visitou o bairro da Portuguesa, um dos primeiros para quem chega na Ilha. Como não poderia deixar de ser, as grandes lojas e agências bancárias são amplamente encontradas nesse próspero e movimentado local, mas nem por isso mais bonito ou surpreendente. Como o próprio nome já é capaz de esclarecer, a Portuguesa possui, em toda sua extensão, fácil acesso ao Clube Portuguesa, um estádio com capacidade para 15 mil pessoas, servindo de palco para os principais eventos musicais e esportivos.

Com capacidades para 15 mil pessoas, o estádio dá nome ao bairro e abriga os principais eventos esportivos e musicais.

É curioso perceber que, ainda que o mais distraído morador ande sem rumo pelas ruas do bairro, não há maneira de se perder, pois a cada esquina esbarra-se em um dos acesso – ou portões – do parque! E para quem interessar possa, a Associação Atlética Portuguesa é uma agremiação tipicamente carioca, fundada em 1924 e, mesmo com pouca expressividade no cenário nacional, possui duas perseverantes e fiéis torcidas – a Brava Raça Lusitana e o Movimento Raça Lusitana.

Na década de 90 o bairro foi contemplado com o projeto "Rio Cidade" e foi totalmente remodelado.

O bairro recebeu da Prefeitura, em 1996, o projeto “Rio Cidade”, responsável por revitalizar toda extensão da Estrada do Galeão, construir um calçadão proporcional à quantidade de pedestres e diversos estacionamentos, justamente para atender a demanda do público consumidor, oriundo de várias partes da Ilha. Entretanto, a marca registrada do lugar são os dois chafarizes gigantes, cada um em uma extremidade da área, que parece recepcionar – ou desperdir-se – de todos os moradores e visitantes.

O enorme chafariz é considerado o símbolo do bairro, recepcionando a todos os moradores e visitantes da Ilha!

Para completar, encontra-se em franco desenvolvimento o novo Hospital Municipal Paulino Werneck, que está sendo construído no lugar justamente para que seja de fácil acesso e democrático, como já foi mencionado em  outro post. Além dele, vale ressaltar a Praça Elis Regina, inaugurada recentemente pela vereadora Tânia Bastos. Com novos alambrados e brinquedos, a praça conta com um parCão, área destinada especialmente para os amigos de 4 patas!

O novo Paulino Werneck, obra a plenos pulmões, mas com o prazo para conclusão bastante apertado.

Sem dúvida alguma, a Portuguesa é o bairro mais visitado de toda Ilha do Governador. Entretanto, o motivo é simplesmente por não haver outra alternativa para entrar e sair do lugar sem antes passar por ele…

Um ano de Ilha! =D

Publicado: 26 de setembro de 2011 em Factual, Notícias
Tags:,

Não sei se tive a oportunidade de mencionar a respeito do assunto no blog, mas se não fiz, aqui vai um pouco da minha história. Eu, Rafael Vieira, idealizador da página, não sou um típico insulano, ainda que visitas frequentes e absorção de tanta história tenham me transformado num ávido e entusiasmado morador do lugar. Nasci e fui criado em um outro bairro da Zona Norte carioca, com o qual ainda mantenho estreitos laços de amizade e proximidade.

Cascadura foi meu berço durante muitos e muitos anos, e há um ano o deixei para residir no Jardim Guanabara, na Ilha do Governador. O motivo do post súbito é justamente para celebrar esse ano movimentado e extremamente intenso. Muitos acontecimentos inesperados – bons e ruins – mudaram a trajetória de minha família e amigos, e pude perceber que nem a mudança radical da alteração de residência foi capaz de enfraquecer os elos que mantenho com os meus.

Sempre presentes, sempre constantes, diria até que são os co-autores do blog!

A família não é mais a mesma, antigos amigos se perderam com a distância, mas quem eu amo de verdade (e vice-versa) está e estará tão presente quanto sempre… E o motivo do relato é pura e simplesmente para agradecer tanto apoio e carinho, sem os quais não conseguiria desenvolver nem a metade do que já foi feito até o momento – e do muito que ainda está por vir, tenho certeza!

 Então, para a minha mãe cigana, meu pai acamado e seu anjo da guarda (Lígia), minha irmã solitária Cristiana, meus grandes amigos Leandro, Caco, Michelle e Marley, minha Tia Petrô e meu primo Wagner e minha afilhada Sophia, obrigado pela força durante todo esse ano…

Anos e anos de amizade, seja numa ponta ou na outra da cidade! Grandes amigos, verdadeiros irmãos!

Minha força para criar vem de vocês, da amizade e do tanto que acreditam em mim… E que venham outros anos, e que venham outros posts!