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A Portuguesa da Ilha…

Publicado: 27 de setembro de 2011 em Histórico, Notícias, Portuguesa
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Em mais uma tarde de domingo nublado, o blog visitou o bairro da Portuguesa, um dos primeiros para quem chega na Ilha. Como não poderia deixar de ser, as grandes lojas e agências bancárias são amplamente encontradas nesse próspero e movimentado local, mas nem por isso mais bonito ou surpreendente. Como o próprio nome já é capaz de esclarecer, a Portuguesa possui, em toda sua extensão, fácil acesso ao Clube Portuguesa, um estádio com capacidade para 15 mil pessoas, servindo de palco para os principais eventos musicais e esportivos.

Com capacidades para 15 mil pessoas, o estádio dá nome ao bairro e abriga os principais eventos esportivos e musicais.

É curioso perceber que, ainda que o mais distraído morador ande sem rumo pelas ruas do bairro, não há maneira de se perder, pois a cada esquina esbarra-se em um dos acesso – ou portões – do parque! E para quem interessar possa, a Associação Atlética Portuguesa é uma agremiação tipicamente carioca, fundada em 1924 e, mesmo com pouca expressividade no cenário nacional, possui duas perseverantes e fiéis torcidas – a Brava Raça Lusitana e o Movimento Raça Lusitana.

Na década de 90 o bairro foi contemplado com o projeto "Rio Cidade" e foi totalmente remodelado.

O bairro recebeu da Prefeitura, em 1996, o projeto “Rio Cidade”, responsável por revitalizar toda extensão da Estrada do Galeão, construir um calçadão proporcional à quantidade de pedestres e diversos estacionamentos, justamente para atender a demanda do público consumidor, oriundo de várias partes da Ilha. Entretanto, a marca registrada do lugar são os dois chafarizes gigantes, cada um em uma extremidade da área, que parece recepcionar – ou desperdir-se – de todos os moradores e visitantes.

O enorme chafariz é considerado o símbolo do bairro, recepcionando a todos os moradores e visitantes da Ilha!

Para completar, encontra-se em franco desenvolvimento o novo Hospital Municipal Paulino Werneck, que está sendo construído no lugar justamente para que seja de fácil acesso e democrático, como já foi mencionado em  outro post. Além dele, vale ressaltar a Praça Elis Regina, inaugurada recentemente pela vereadora Tânia Bastos. Com novos alambrados e brinquedos, a praça conta com um parCão, área destinada especialmente para os amigos de 4 patas!

O novo Paulino Werneck, obra a plenos pulmões, mas com o prazo para conclusão bastante apertado.

Sem dúvida alguma, a Portuguesa é o bairro mais visitado de toda Ilha do Governador. Entretanto, o motivo é simplesmente por não haver outra alternativa para entrar e sair do lugar sem antes passar por ele…

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Inaugurado na década de 30,o Hospital Municipal Paulino Werneck – antes “Dispensário”, unidade que cuidava dos tuberculosos – atravessa por uma fase crítica, que deixa os moradores da Ilha a mercê de atendimento básico. Em alguns momentos, é comum encontrar uma faixa na entrada do posto mencionando que “Não há vagas para a emergência”, e o que resta é desespero, desolação e descaso. Recentemente, alguns veículos noticiaram que um médico do hospital foi detido por desacato. Complicado conceber que um local que foi desenvolvido com o objetivo de atender aos mais carentes tenha profissionais que não são capazes de lidar com as próprias emoções.

O novo Paulino Werneck, na Estrada do Galeão: obras em andamento, mas com fortes indícios de atraso.

Entretanto, em 2008, durante a candidatura do então candidato Eduardo Paes, foi cogitada a construção de um novo hospital municipal na Ilha do Governador. Projeto esse que, no segundo semestre de 2010, foi colocado em prática. O prefeito Paes, finalmente, deu início às obras do novo Paulino Werneck. Com prazo de conclusão para final de 2011, a obra se encontra em andamento, sem grandes interferências no trânsito do local e, infelizmente, sem expectativas de término a curto prazo.

A divulgação promete unidade com aparato superior ao hospital atual.

A observação é pertinente devido a localização da obra – concentrada no bairro da Portuguesa, mais especificamente na Estrada do Galeão, principal via de entrada (e saída) da Ilha. A intenção, em um primeiro momento, é justamente essa: ter um atendimento democrático, de fácil acesso e próximo ao aeroporto, servindo de referência para possíveis problemas, sobretudo após a desativação da emergência do Hospital do Fundão. Vale ressaltar que, por conta da citada desativação, a demanda migrou para a antiga unidade do Paulino Werneck.

A intenção é primar pela qualidade, democracia e fácil acesso, daí a escolha pelo local.

É claro que a urgência da obra também se dá por conta da necessidade de preparar a cidade para os grandes eventos esportivos de 2014 e 2016. Até aí, todos seriam contemplados, mas até que ponto a pressão internacional para a conclusão da empreitada se faz  presente, e quando que os verdadeiros e genuínos interessados – que são os moradores – estão sendo considerados?

Com 540 dias para conclusão, prazo encontra-se próximo de expirar e a obra longe de ser concluída.

É fato que a promessa do prefeito foi responsável por angariar incontáveis votos e desencadear na sua eleição, mas o que precisa ser revisto é que, em aproximadamente um ano, novas eleições serão propostas e o insulano, com toda segurança, não irá se esquecer do que está sendo feito – ou melhor, não está sendo.