Arquivo da categoria ‘Ilha do Governador’

Foram 32 posts, 4 meses de contato constante, pautas improváveis, pesquisas frequentes, apuração, visitas aos locais desconhecidos… Mais de 1.000 acessos para um trabalho acadêmico, divulgação na empresa, na faculdade, no Facebook. Algumas curiosidades, brigas e reencontros nesse ínterim. Enfim, minha primeira experiência como “blogueiro”. Para dizer a verdade, nunca tive nenhuma pretensão de me aventurar pelos caminhos cibernéticos, mas como a condição se transformou em obrigação (a criação do blog foi proposta de uma disciplina da faculdade), chamei a responsabilidade e dei forma ao Blog do Insulano. E nesse tempo todo só me coloquei uma única vez na história, exclusivamente pra comemorar meu primeiro ano na Ilha do Governador. E agora… Anuncio, sem muito alarde, que o Blog do Insulano vai dar um tempo a partir de hoje.

Na legenda, o adeus e um grande abraço pra todos! Valeu, galera! =D

Não pretendo abandonar a página, apenas dar um tempo. Com tanto trabalho, turmas de treinamento, provas na universidade, família, fica complicado tirar o dia de folga (único na semana) pra montar as pautas e tirar as fotos. Mas quem sabe consigo transformar o espaço em algo profissional? Resposta que um futuro breve me dará, se Deus quiser. Então, quero agradecer demais a todos os acessos e comentários, minha rapaziada dos treinamentos, meus amigos que sempre me deram força, minha mãe e o Marley (que me acompanharam aos lugares sempre que puderam), aos meus companheiros de empresa, de Facebook e tal… Um grande abraço para todos e em alguns meses volto com o Blog do Insulano. Fiquem sempre com Deus e, como diria a música, “você, se puder, não me esqueça”…

* A foto presente no post é de autoria do Marley, pois como estou nela, não havia condições de tirar… Ora…

Já em clima nostálgico, o Blog do Insulano procura um desafio para o post histórico da semana: afinal, o que vem a ser a Ponte Nova da Ilha do Governador? E a Ponte Velha? Qual é o motivo dessas denominações, se ambas levam ao mesmo destino? Uma é mais importante que outra? É uma provação responder a todas essas indagações, mas o possível será feito!

O encontro das duas pontes na entrada da Ilha do Governador: a engenhosidade do homem surpreende.

Na década de 40 a Ilha não possuía um acesso terrestre ao continente, como já foi visto em outros textos. Entretanto, com o desenvolvimento local e as bases militares já em pleno funcionamento, houve a necessidade de um acesso mais fácil e constante à cidade do Rio (anteriormente a condição se dava através de navios, que partiam do Porto da Freguesia). Por isso, em 1949 a Ponte do Galeão foi fundada. A ligação era da Ilha do Governador para a Ilha do Fundão. Depois, do Fundão para a Avenida Brasil.

A Ponte Velha (também conhecida como a Ponte do Galeão) foi constrída em 1949 e possibilitou o crescimento da Ilha.

Tal fato foi o que propiciou o crescimento populacional e econômico da então pacata ilha do Rio de Janeiro. A população aumentou de 29 mil habitantes na data citada para 200 mil nos anos 90! Em um primeiro momento, o acesso era feito em apenas uma única pista, que funcionava em mão dupla. 4 anos após a inauguração, outra ponte foi erguida, com o objetivo de estabelecer mãos diferentes e, dessa forma, amenizar o fluxo intenso que já estava começando a se formar na região. É claro que o empreendimento não foi o suficiente para aliviar os engarrafamentos que se estendiam por quilômetros. Com isso, uma nova ponte  foi erguida, dessa vez levando diretamente para uma via de acesso expresso, então denominada como “Linha Vermelha”.

Na base, o acesso para Avenida Brasil. No plano superior, a Ponte Nova no acesso à Linha Vermelha.

Em 1985 a Ponte Nova foi inaugurada em meio a críticas da população do Rio de Janeiro, que alegava ser um gasto desnecessário do dinheiro público. Para a população insulana, considerado um conforto levar 20 minutos para alcançar o Centro da Cidade e a Zona Sul, fato inédito para a história do lugar. Essa comodidade não durou muito tempo, uma vez que todo o fluxo oriundo da Ilha do Fundão segue para o tal “caminho rápido”. Atualmente, ambos os acessos disputam de igual para igual a frequência. Com a aproximação dos grandes eventos esportivos no Rio, outra alternativa foi proposta para amenizar os problemas causados pelo tráfego intenso: uma nova ponte na entrada da Ilha! E essa possibilidade já tem nome… Sim, a Ponte Estaiada já é uma realidade e, em poucos dias, será inaugurada e disponibilizada para a população.

A Ponte Estaiada já é uma realidade e está quase concluída: expectativa de ser o novo cartão postal do Rio.

É fácil se sentir em um emaranhado de concreto quando se passa de condução pelo local. Para os desavisados, inexperientes ou até os mais atentos, chega ser surpreendente perceber as engenhosidades do homem e a complexidade das estruturas. Mérito dos insulanos adaptar-se com tanta naturalidade ao local!

* Todas as fotografias presentes no post são de autoria de Rafael Vieira e foram modificadas através de programas de manipulação de imagens.

Nas vésperas da inauguração da primeira ponte estaiada do Rio de Janeiro (com o nome provisório de Ponte Norte), o Blog do Insulano esclarece possíveis dúvidas a respeito do assunto. Pra começar, uma ponte estaiada é uma ponte suspensa por cabos, constituída de mastros que, juntos, irão sustentar o tabuleiro da ponte. Além do custo reduzido, possui um forte apelo estético (segundo seu idealizador, Alexandre Chan, a intenção foi lembrar o “biguá”, pássaro típico da região e que foi um dos animais mais afetados pelo derramamento de óleo na Baía de Guanabara, em 2009) e sua construção é muito mais rápida que a de outros modelos. A Ponte Norte, que tem início na Ilha do Fundão, poderá suportar até 20 mil veículos por dia e suas obras operam em alta velocidade, afim de atender aos futuros eventos esportivos, que serão sediados no Rio.

Prestes a ser inaugurada, a Ponte Estaiada descortina-se com pompa de cartão postal, mesmo que ainda incompleta.

O projeto da Ponte Norte faz parte da construção da BRT Transcarioca, rodovia que ligará a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional através de uma única via. E uma das principais maneiras de desafogar o trânsito da entrada da Ilha do Governador é desviar parte do contingente oriundo da UFRJ para a ponte estaiada, que sai da Ilha do Fundão e segue em direção à Linha Vermelha, sentido Zonal Sul, com um percurso de pouco mais de 700 metros. Além da ponte, o projeto prevê a dragagem dos Canais do Fundão e do Cunha, ambos afetados pela poluição e péssimo referencial para uma cidade que abrigará eventos tão grandiosos.

A Ponte Norte é a primeira ponte estaiada do Rio de Janeiro, e o projeto ainda prevê a construção de mais 2, na Barra da Tijuca.

No Brasil, outros exemplos notórios são as pontes estaiadas de Brasília (Juscelino Kubitschek) e São Paulo (Octávio Dias de Oliveira e Governador Orestes Quércia), que já são consideradas genuínos cartões postais. No mundo, as mais conhecidas são a Ponte de Millau, que liga a França à Espanha (considerada a mais alta do mundo, com 343 metros de altura), a Stonecutters Bridge (em Hong Kong) e a Sutong Bridge (na China). Pra completar, é claro que o objetivo principal é mostrar ao público vindo do Aeroporto do Galeão os encantos do Rio desde o desembarque, com belas esculturas urbanas e a orla mais exaltada de todo mundo. Promessas ansiadas e muito bem vindas!

* Todas as fotografias presentes do post são de autoria de Rafael Vieira e foram modificadas através de programas de manipulação de imagens.

Antes considerada um bairro, a Ilha do Governador possui, aproximadamente, 210 mil habitantes. Foi descoberta em 1502 e, na época, era identificada como “Ilha de Paranapuã” ou “Ilha de Maracajás”, que em tupi-guarani significa grandes felinos, então abundates na região. O nome “Ilha do Governador” surgiu em 1567, quando o então governador do Estado do Brasil, Correia de Sá, passou a ocupar a área para o cultivo de cana-de-açúcar.

Quase todos os bairros batizam as praias que os banham e, para início de conversa, uma peculiaridade: A Praia da Bica, localizada no Jardim Guanaraba, foi assim batizada porque, segunda os antigos nativos, lá havia uma fonte que servia para o banho de Dom Petro I, então o rei do Império.

A Estrada do Galeão, entrada da Ilha do Governador

 
Por estar localizada as margens da Baía de Guanabara, a Ilha possui fortes correntes de ar em todas as estações do ano e, justamente por isso, a incidência de chuvas é muito maior em comparação a outras localidades da capital do Rio de Janeiro. É amplamente arborizada e conta com área de preservação da Mata Atlântica, encontrada dentro das bases militares da Aeronáutica e da Marinha. 

Jardim Guanabara, um dos bairros mais valorizados da região

Possui em seu entorno uma forte atuação da religião católica, contando com 6 paróquias e, dentre elas, algumas tombadas pelo patrimônio nacional e histórico, como a Igreja de Nossa Senhora da ajuda (no bairro da Freguesia), que possui mais de 300 anos. Isso não significa que outras crenças não atuem na região, entretanto, estão em constante progresso e desenvolvimento.

Possui forte incidência de cultura musical, com três escolas de samba. Dentre elas, a tradicional União da Ilha que, em 2010, retornou ao grupo especial, para orgulho da população “insulana”.

Para começar, essas são as informações. Aguardem novas publicações – semanais – e auxiliem com novidades, curiosidades, peculiaridades e opiniões!

Pleno desenvolvimento, mas carregada de cultura e ricas histórias...

 * Todas as fotos presentes no post são de autoria de Rafael Vieira, e foram envelhecidas através de programas de edição.