Arquivo de 24 de novembro de 2011

Já em clima nostálgico, o Blog do Insulano procura um desafio para o post histórico da semana: afinal, o que vem a ser a Ponte Nova da Ilha do Governador? E a Ponte Velha? Qual é o motivo dessas denominações, se ambas levam ao mesmo destino? Uma é mais importante que outra? É uma provação responder a todas essas indagações, mas o possível será feito!

O encontro das duas pontes na entrada da Ilha do Governador: a engenhosidade do homem surpreende.

Na década de 40 a Ilha não possuía um acesso terrestre ao continente, como já foi visto em outros textos. Entretanto, com o desenvolvimento local e as bases militares já em pleno funcionamento, houve a necessidade de um acesso mais fácil e constante à cidade do Rio (anteriormente a condição se dava através de navios, que partiam do Porto da Freguesia). Por isso, em 1949 a Ponte do Galeão foi fundada. A ligação era da Ilha do Governador para a Ilha do Fundão. Depois, do Fundão para a Avenida Brasil.

A Ponte Velha (também conhecida como a Ponte do Galeão) foi constrída em 1949 e possibilitou o crescimento da Ilha.

Tal fato foi o que propiciou o crescimento populacional e econômico da então pacata ilha do Rio de Janeiro. A população aumentou de 29 mil habitantes na data citada para 200 mil nos anos 90! Em um primeiro momento, o acesso era feito em apenas uma única pista, que funcionava em mão dupla. 4 anos após a inauguração, outra ponte foi erguida, com o objetivo de estabelecer mãos diferentes e, dessa forma, amenizar o fluxo intenso que já estava começando a se formar na região. É claro que o empreendimento não foi o suficiente para aliviar os engarrafamentos que se estendiam por quilômetros. Com isso, uma nova ponte  foi erguida, dessa vez levando diretamente para uma via de acesso expresso, então denominada como “Linha Vermelha”.

Na base, o acesso para Avenida Brasil. No plano superior, a Ponte Nova no acesso à Linha Vermelha.

Em 1985 a Ponte Nova foi inaugurada em meio a críticas da população do Rio de Janeiro, que alegava ser um gasto desnecessário do dinheiro público. Para a população insulana, considerado um conforto levar 20 minutos para alcançar o Centro da Cidade e a Zona Sul, fato inédito para a história do lugar. Essa comodidade não durou muito tempo, uma vez que todo o fluxo oriundo da Ilha do Fundão segue para o tal “caminho rápido”. Atualmente, ambos os acessos disputam de igual para igual a frequência. Com a aproximação dos grandes eventos esportivos no Rio, outra alternativa foi proposta para amenizar os problemas causados pelo tráfego intenso: uma nova ponte na entrada da Ilha! E essa possibilidade já tem nome… Sim, a Ponte Estaiada já é uma realidade e, em poucos dias, será inaugurada e disponibilizada para a população.

A Ponte Estaiada já é uma realidade e está quase concluída: expectativa de ser o novo cartão postal do Rio.

É fácil se sentir em um emaranhado de concreto quando se passa de condução pelo local. Para os desavisados, inexperientes ou até os mais atentos, chega ser surpreendente perceber as engenhosidades do homem e a complexidade das estruturas. Mérito dos insulanos adaptar-se com tanta naturalidade ao local!

* Todas as fotografias presentes no post são de autoria de Rafael Vieira e foram modificadas através de programas de manipulação de imagens.

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Em junho de 2010 a área conhecida como “perna seca”, Ala Sul do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (mais conhecido como o Hospital do Fundão), foi completamente desocupada após estalos ouvidos na estrutura do prédio. Na época, a Prefeitura mobilizou um grande esquema para a desativação do local e a interdição da Linha Vermelha, para que uma implosão fosse realizada. Segundo o engenheiro Fábio Bruno, responsável pela empreitada, o procedimento ocorreu sem nenhum imprevisto: “Não houve lançamento de concreto para outras áreas, somente muita poeira”, argumenta.

Após um ano da implosão, entulhos permanecem na localidade, causando transtornos e apreensão.

A intenção da reitoria da UFRJ era construir outra casa de saúde, mais moderna, na região desocupada. O prazo para a inauguração do hospital era para o final de 2011. Entretanto, o que se pode observar atualmente é o espólio da antiga estrutura. O entulho, que chega alcançar dois metros em alguns pontos, até o momento não foi removido pela Prefeitura. A direção do hospital, por sua vez, descarta a abertura de licitações para a venda dos escombros, afirmando que o material é reciclável e que a melhor maneira de reaproveitamento está sendo analisada.

O local transforma-se em criadouro de insetos e propagador de bactérias nocivas para os internados no Hospital do Fundão.

Enquanto isso, focos do mosquito da dengue, ratos e baratas acumulam-se no local. Outro fato que alarma é a poeira acumulada, que ameaça a qualidade do ar e proporciona o alastramento de possíveis bactérias para a área interior do hospital. O prédio foi construído na década de 50, possuía 14 andares e nunca foi utilizado pela instituição. Localizava-se no campus mais importante da universidade, frequentado por 3.500 funcionários, 1.200 alunos de medicina e outros 2.000 alunos ligados a áreas de saúde.