O novo Hospital Paulino Werneck, a velha história de sempre…

Publicado: 30 de agosto de 2011 em Factual, Notícias, Portuguesa
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Inaugurado na década de 30,o Hospital Municipal Paulino Werneck – antes “Dispensário”, unidade que cuidava dos tuberculosos – atravessa por uma fase crítica, que deixa os moradores da Ilha a mercê de atendimento básico. Em alguns momentos, é comum encontrar uma faixa na entrada do posto mencionando que “Não há vagas para a emergência”, e o que resta é desespero, desolação e descaso. Recentemente, alguns veículos noticiaram que um médico do hospital foi detido por desacato. Complicado conceber que um local que foi desenvolvido com o objetivo de atender aos mais carentes tenha profissionais que não são capazes de lidar com as próprias emoções.

O novo Paulino Werneck, na Estrada do Galeão: obras em andamento, mas com fortes indícios de atraso.

Entretanto, em 2008, durante a candidatura do então candidato Eduardo Paes, foi cogitada a construção de um novo hospital municipal na Ilha do Governador. Projeto esse que, no segundo semestre de 2010, foi colocado em prática. O prefeito Paes, finalmente, deu início às obras do novo Paulino Werneck. Com prazo de conclusão para final de 2011, a obra se encontra em andamento, sem grandes interferências no trânsito do local e, infelizmente, sem expectativas de término a curto prazo.

A divulgação promete unidade com aparato superior ao hospital atual.

A observação é pertinente devido a localização da obra – concentrada no bairro da Portuguesa, mais especificamente na Estrada do Galeão, principal via de entrada (e saída) da Ilha. A intenção, em um primeiro momento, é justamente essa: ter um atendimento democrático, de fácil acesso e próximo ao aeroporto, servindo de referência para possíveis problemas, sobretudo após a desativação da emergência do Hospital do Fundão. Vale ressaltar que, por conta da citada desativação, a demanda migrou para a antiga unidade do Paulino Werneck.

A intenção é primar pela qualidade, democracia e fácil acesso, daí a escolha pelo local.

É claro que a urgência da obra também se dá por conta da necessidade de preparar a cidade para os grandes eventos esportivos de 2014 e 2016. Até aí, todos seriam contemplados, mas até que ponto a pressão internacional para a conclusão da empreitada se faz  presente, e quando que os verdadeiros e genuínos interessados – que são os moradores – estão sendo considerados?

Com 540 dias para conclusão, prazo encontra-se próximo de expirar e a obra longe de ser concluída.

É fato que a promessa do prefeito foi responsável por angariar incontáveis votos e desencadear na sua eleição, mas o que precisa ser revisto é que, em aproximadamente um ano, novas eleições serão propostas e o insulano, com toda segurança, não irá se esquecer do que está sendo feito – ou melhor, não está sendo.

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comentários
  1. Rennan Bighi disse:

    Na verdade não é tão complicado conceber o fato de um profissional da área de saúde se revoltar. O inconcebível é uma pessoa estudar durante anos, se tornar um profissional e não conseguir exercer sua carreira de forma correta e decente por não possuir uma equipe adequada ou recursos. E sabemos que isso acontece muito. Ainda acho um absurdo que mais de 100 mil metros quadrados do hospital do fundão tiveram que ser implodidos devido ao descaso. É simplesmente triste.

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