O final da Ilha e os maracajás!

Publicado: 29 de agosto de 2011 em Bananal, Freguesia, Histórico, Notícias
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Final da tarde de um domingo ensolarado, um passeio nas margens da praia a alguns minutos de casa. Programa light, gostoso mesmo, muito agradável! Muita história, um clima ameno e, por mais que haja a proximidade de casa, pessoas diferentes e surpreendentes! Lindo lugar, rico em histórias e tradições, e sujeira, muita sujeira…

A Praia da Guanabara, no Bananal. Final de percurso para os insulanos.

Essa é a realidade do Bananal, último bairro da Ilha do Governador. É como uma velha senhora, linda naturalmente, suplicando por uma atenção maior de seus contemporâneos. César Maia, nos passados anos 90, havia anunciado que a orla seria remodelada e que devolveria a imponência da Praia da Guanabara, com o advento do Projeto Rio – Cidade. Infelizmente, ficou no papel e observa-se grande beleza a cada dia deteriorando-se mais e mais. Todavia, o céu limpo e o cais não deixam perder a esperança e, sobretudo, o orgulho de viver em um lugar tão bonito.

Crepúsculo insulano: Ponte Rio-Niterói, Pão de Açúcar e Corcovado do outro lado da Baía.

A Pedra da Onça – Conta a lenda que, nos primórdios da Ilha do Governador, o local onde hoje é o Bananal era povoado, principalmente, por gatos selvagens – ou maracajás – e índios. Dois personagens, especificamente, dão o tom aos dias longínquos: uma nativa que todos os dias banhava-se nas calmas águas da Baía da Guanabara e seu gato de estimação eram protagonistas de uma das amizades mais marcantes de toda uma época. Enquanto ela tomava seus demorados banhos, o gato a espreitava de cima de uma grande pedra, a frente do mar.  

De cima da pedra, a onça observava a índia banhar-se. Ali ficou até morrer.

 
Em dado momento, a índia mergulhou e não mais retornou à superfície. Seu gato, fiel, não arredou pé do lugar e lá permaneceu até morrer. Por isso, em homenagem a tão bonita história de amizade, uma réplica do gato – que assemelha-se a uma onça, daí o nome – foi construída no local. A imagem é datada da década de 20, entetanto, devido ao desgaste natural, a estátua foi substituída em 1965.
 
 

A onça, solitária, guarda o lugar até os dias de hoje. Fiel, pra sempre.

 * Todas as fotos presentes no post são de autoria de Rafael Vieira e foram envelhecidas através de programas de manipulação de imagens.
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comentários
  1. Lipe disse:

    Muito Linda essa paisagem !!!!!!!

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